
A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, morreu baleada durante uma abordagem policial na noite deste domingo (15), na Rua Palatinado, em Cascadura.
Segundo relatos de testemunhas, o carro da vítima teria sido confundido com o de suspeitos que estavam sendo perseguidos por policiais militares.
De acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, foi instaurado um procedimento para apurar o que aconteceu durante a ação. Em nota, a corporação informou que os policiais envolvidos utilizavam câmeras corporais, e que os equipamentos e as armas usadas na ocorrência foram entregues para análise.
A investigação do caso está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Relatos de testemunhas
Moradores da região afirmam que Andréa estava saindo da casa da mãe, de 90 anos, quando acabou atingida pelos disparos. Segundo relatos publicados nas redes sociais, policiais estariam perseguindo um carro semelhante ao da médica.
Uma amiga da vítima disse que Andréa visitava a mãe todos os domingos e lamentou a coincidência do momento da perseguição com a saída da médica.
Profissional da área da saúde
Andréa Marins Dias era ginecologista e cirurgiã-geral e também utilizava as redes sociais para compartilhar informações sobre saúde da mulher, principalmente sobre endometriose.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte da profissional e pediu rigor na apuração do caso. O conselho destacou ainda a preocupação com a situação de violência urbana e reforçou que médicos e toda a sociedade estão expostos à insegurança.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro da médica.

