
A Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio, chamada Força Municipal, começou neste domingo (15) as ações de policiamento preventivo e ostensivo voltadas ao combate a roubos e furtos na cidade. O patrulhamento foi iniciado após a saída dos agentes da Base Litorânea, no Leblon, na Zona Sul. A ação acompanha dados estatísticos e análise de áreas com maior incidência de crimes.
Neste primeiro dia, as equipes atuaram em dois pontos considerados estratégicos:
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a região que inclui a Rodoviária do Rio, o Terminal Gentileza e a Estação Leopoldina, no Centro;
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e a área do Jardim de Alah e arredores, na Zona Sul.
De acordo com a Prefeitura, a Força Municipal atua de forma complementar às forças estaduais, com foco no combate a roubos e furtos.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, cerca de 600 agentes já foram formados, e outros 600 devem ser convocados. A expansão do patrulhamento acontecerá gradualmente para outras regiões da cidade com maior índice de criminalidade. Ao todo, 20 perímetros foram definidos para a atuação das equipes, distribuídos por diferentes áreas do município. A ampliação será feita de forma progressiva e avaliada nas reuniões do CompStat, sistema de monitoramento de segurança pública.
Monitoramento em tempo real
Os agentes atuam com câmeras corporais, GPS e dispositivos móveis, que permitem acompanhamento em tempo real pela Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, localizada no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio). O sistema também possui um alerta de desvio de missão: caso um agente saia do trajeto previsto sem aviso, um alerta é enviado à central após 15 minutos.
Bases e estrutura
Além da base no Leblon, a Força Municipal conta com outras duas unidades:
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Base Oeste, em Inhoaíba
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Base Norte, em Piedade
Os agentes utilizam viaturas, motocicletas, vans e patrulhamento a pé, geralmente em duplas ou trios. A equipe também está equipada com pistolas Glock, além de instrumentos de menor potencial ofensivo, como taser, tonfa e spray de agentes químicos, e câmeras corporais de uso obrigatório.

