Panorama

Brasil revoga visto de assessor do governo Trump

Estados Unidos, 10/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos. Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação
Departamento de Estado dos EUA/Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores confirmou na última sexta-feira (13) que o visto do assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie foi revogado. Ele planejava viajar ao Brasil na semana seguinte.

Segundo o Itamaraty, a decisão ocorreu porque, durante o pedido de visto em Washington, houve omissão e informações consideradas falsas sobre o motivo da viagem. De acordo com o ministério, essa situação é motivo legal suficiente para negar a entrada de um estrangeiro no país, conforme prevê a legislação.

Declaração de Lula

Durante agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o caso e afirmou que Beattie não poderá entrar no Brasil enquanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, continuar enfrentando restrições para viajar aos Estados Unidos.

Lula também lembrou que, em 2025, o governo americano cancelou os vistos da esposa e da filha de Padilha, enquanto o documento do ministro já estava vencido.

Visita a Bolsonaro foi barrada

Na quinta-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes já havia negado o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Beattie.

Na decisão, Moraes afirmou que a visita do assessor ligado ao presidente Donald Trump não foi comunicada previamente à diplomacia brasileira e não fazia parte de uma agenda oficial no país.

Possível interferência política

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou sobre o caso. Em ofício enviado ao STF, ele avaliou que a visita de um representante estrangeiro a um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia ser interpretada como interferência em assuntos internos do Brasil.

O pedido de visita havia sido apresentado pela defesa de Bolsonaro na terça-feira (10). Os advogados sugeriram que o encontro ocorresse nos dias 16 ou 17 de março, durante a passagem do assessor pelo Brasil, e também solicitaram autorização para a presença de um tradutor na prisão.

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