
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas adotadas pelo governo para conter o preço do óleo diesel são temporárias e devem durar apenas enquanto persistirem as pressões internacionais sobre o preço do petróleo.
Segundo o ministro, a instabilidade atual no mercado é consequência do conflito no Oriente Médio, intensificado após os Estados Unidos declararem guerra ao Irã.
Haddad explicou que o governo instituiu uma alíquota de 12% de imposto de exportação sobre o petróleo, que começou a valer na quinta-feira (12). A expectativa é que essa cobrança seja revertida assim que o cenário internacional se estabilizar.
Medidas buscam conter impacto no preço do diesel
De acordo com o ministro, o objetivo é evitar que o consumidor brasileiro seja prejudicado por uma crise externa. Para isso, o governo também anunciou medidas de renúncia fiscal e subvenção ao diesel, que ajudam a compensar possíveis aumentos no mercado interno.
A decisão foi tomada a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou ações para reduzir os impactos da alta do combustível no custo de vida da população.
Haddad destacou que o diesel tem grande influência na economia brasileira, principalmente no transporte de mercadorias e no escoamento da produção agrícola.
Produção nacional dá margem para ações
Segundo o ministro, o Brasil tem condições de enfrentar a instabilidade internacional porque ocupa posição relevante no mercado energético global. Atualmente, o país é o quinto maior produtor de petróleo do mundo e mantém superávit na balança comercial do setor.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também afirmou que o país possui potencial para ampliar a produção interna de derivados.
O governo pretende estimular refinarias a utilizar o máximo da capacidade instalada, aumentando o processamento de petróleo no país para reduzir a dependência de combustíveis importados.
Equilíbrio entre produtores e consumidores
Haddad afirmou que a medida cria um equilíbrio no mercado: enquanto consumidores ficam protegidos da alta do diesel, produtores de petróleo — que têm obtido ganhos maiores com exportações — passam a contribuir com o imposto temporário.
Segundo ele, a intenção é impedir que a guerra internacional provoque aumentos injustificados no preço do combustível no Brasil e garantir maior estabilidade para a economia.



