Panorama

Operação prende 15 policiais suspeitos de atuar na segurança do bicheiro Rogério Andrade

Rogério Andrade — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Rogério Andrade — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro resultou, nesta terça-feira (10), na prisão de 15 policiais militares suspeitos de integrar o esquema de segurança do bicheiro Rogério Andrade. Ao todo, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado denunciou 19 pessoas.

Entre os investigados estão 9 PMs da ativa, 7 da reserva, um policial penal, um ex-policial penal e um ex-policial civil. Dez dos policiais militares procurados têm a patente de subtenente. Um dos alvos da operação segue foragido.

Durante a ação, os agentes cumpriram 20 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. Os mandados foram executados em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além do presídio federal onde Rogério Andrade já está detido, em Campo Grande.

Segurança para o jogo do bicho

Segundo as investigações do Gaeco, os denunciados atuavam como seguranças armados de pontos de exploração ilegal de jogos de azar, principalmente na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com os promotores, o grupo utilizava práticas sistemáticas de corrupção para garantir o funcionamento das atividades criminosas ligadas ao jogo do bicho.

Os investigados vão responder por organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, com agravantes pelo envolvimento de servidores públicos e pela ligação com outras organizações criminosas.

O que dizem as autoridades

Em nota, a Polícia Militar informou que não compactua com desvios de conduta e que os policiais presos serão submetidos a processos administrativos disciplinares para avaliar a permanência na corporação. Os detidos foram encaminhados para a unidade prisional da PM em Niterói.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou que um dos policiais penais investigados está inativo e não foi localizado. Já a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o ex-policial civil citado na operação também não foi encontrado e é considerado foragido.

Até a última atualização do caso, as defesas dos investigados não haviam sido localizadas.

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