Panorama

Mãe de Oruam é procurada em operação contra o Comando Vermelho; Marcia está foragida

Mãe de Oruam visitou rapper na prisão
Marcia Gama, Mãe de Oruam. — Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que considera foragida Márcia Gama, mãe do rapper Oruam e companheira do traficante Marcinho VP. Ela não foi encontrada durante o cumprimento de mandados da Operação Contenção Red Legacy, realizada nesta quarta-feira, que tem como foco atingir a estrutura nacional do Comando Vermelho.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. De acordo com os investigadores, integrantes da família de Marcinho VP teriam funções dentro da engrenagem da facção mesmo com o líder preso há décadas.

Segundo a apuração, Márcia Gama atuaria como intermediária fora do sistema prisional, transmitindo recados e facilitando contatos entre membros da organização e pessoas ligadas a atividades utilizadas para movimentação de recursos do grupo.

Outro nome citado nas investigações é Landerson Nepomuceno, sobrinho de Marcinho VP, que também não foi localizado pelos agentes. Ele seria responsável por conectar lideranças da facção com integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo, além de pessoas relacionadas a negócios usados para obtenção de dinheiro.

Durante buscas em endereços associados à família, os policiais apreenderam alguns objetos, entre eles uma camiseta com o rosto de Marcinho VP e a palavra “liberdade”. A peça chamou atenção por ser semelhante à usada por Oruam em um show no festival Lollapalooza, realizado em São Paulo, em 2024. Na ocasião, o artista afirmou nas redes sociais que a manifestação representava a saudade que sente do pai.

Polícia Civil encontra camisa com foto de Marcinho VP durante busca e apreensão na casa da mãe do rapper Oruam
Polícia Civil encontra camisa com foto de Marcinho VP durante busca e apreensão na casa da mãe do rapper Oruam — Foto: Divulgação/ PCRJ

Marcinho VP, cujo nome é Márcio dos Santos Nepomuceno, está preso desde 1996 e é apontado pelas autoridades como um dos principais líderes históricos do Comando Vermelho. Atualmente, ele cumpre pena em presídio federal e, segundo as investigações, ainda teria influência nas decisões da facção.

A operação também resultou na prisão de seis pessoas, entre elas o vereador Salvino Oliveira, filiado ao Partido Social Democrático. Ele é investigado por suspeita de ter buscado autorização do traficante Edgar Alves de Andrade para realizar campanha eleitoral em área dominada pelo grupo na região da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.

As autoridades também investigam possíveis conexões entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. A Polícia Civil afirma que as apurações continuam para identificar todos os envolvidos e atingir também a estrutura financeira da organização criminosa.

 

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