
Um grupo de mulheres participa de aulas de autodefesa pessoal oferecidas pela Casa da Luta Nilopolitana, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. As atividades acontecem todas as sextas-feiras, às 15h, no espaço localizado no bairro Frigorífico.
A iniciativa surgiu a partir da preocupação com a segurança das mulheres, especialmente após estudos apontarem que mulheres periféricas, negras ou pardas, entre 20 e 40 anos, estão entre as principais vítimas de assaltos e agressões na capital fluminense.
As aulas são conduzidas pelo sensei Gessé Cintra, diretor da Casa da Luta e faixa-preta de caratê. Durante os encontros, as participantes aprendem técnicas de prevenção e de reação diante de possíveis situações de risco, além de exercícios de aquecimento, alongamento e simulações de defesa.
Segundo o instrutor, o objetivo é preparar as mulheres para lidar com situações inesperadas e ensiná-las a utilizar movimentos simples para se desvencilhar de possíveis agressores.
Entre as participantes está Cristiane Moreira Silveira, que já praticava artes marciais, mas decidiu integrar o grupo após experiências de assaltos quando morava em São Paulo. Já a produtora cultural Juliana Martins contou que decidiu procurar as aulas após ter sido vítima de dois assaltos.
Durante as aulas, além das técnicas físicas, também são discutidas estratégias de prevenção e controle emocional em situações de risco. As autoridades de segurança reforçam que a principal recomendação em casos de assalto é evitar reagir para preservar a própria vida.
Quem quiser conhecer a atividade poderá participar de uma aula demonstrativa de defesa pessoal no dia 17 de março, às 9h30, na Casa da Luta Nilopolitana. A ação faz parte da programação do Mês da Mulher e conta com apoio da Casa da Mulher Nilopolitana.


