Panorama

Prefeito de Macapá deixa o cargo após afastamento determinado pelo STF

Brasília (DF), 01/10/2024 - Dr Furlan, candidato à prefeitura de Macapá, Amapá. Eleições 2024. Foto: Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá
Ex prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD). Foto:  Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá

O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), formalizou na quinta-feira (5) a renúncia ao cargo. A decisão foi tomada um dia após ele ser afastado das funções por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O gestor é investigado pela Polícia Federal por suspeita de irregularidades envolvendo recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. As apurações também incluem o vice-prefeito Mario Neto.

A renúncia foi comunicada por meio de ofício enviado à Câmara Municipal. No documento, Furlan agradeceu o apoio da população e informou que pretende disputar o governo do Amapá nas eleições deste ano, motivo que, segundo ele, também levou à decisão de deixar o cargo.

Com o afastamento da prefeitura, o presidente da Câmara Municipal, Pedro DaLua (União Brasil), assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal. Já a vereadora Margleide Alfaia (PDT) passou a ocupar a presidência da Casa.

Investigação

O caso é investigado na operação Paroxismo, que apura possíveis fraudes em uma licitação da Secretaria Municipal de Saúde para a construção do Hospital Geral de Macapá. O contrato firmado com a empresa responsável pela obra gira em torno de R$ 70 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de direcionamento no processo licitatório, além de suspeitas de desvio de dinheiro público e lavagem de recursos.

Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas por parte de sócios da empresa contratada, incluindo saques em dinheiro que somam milhões de reais logo após repasses feitos pela prefeitura.

Motivo do afastamento

Ao determinar o afastamento, o ministro Flávio Dino avaliou que a permanência dos investigados nos cargos poderia prejudicar o andamento das investigações, especialmente pelo acesso a documentos e sistemas da administração municipal.

Segundo a decisão, a medida busca evitar interferências na coleta de provas e impedir possíveis novas irregularidades em contratos públicos.

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