
A ex-vereadora de Armação dos Búzios Gladys Pereira Rodrigues da Costa foi presa nesta terça-feira (24) durante operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Ela é investigada por participação em um suposto esquema de “rachadinha” que teria desviado mais de R$ 200 mil entre 2017 e 2020.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do órgão. Além da ex-parlamentar, outras três pessoas foram denunciadas por associação criminosa e peculato. As investigações tiveram início em 2022.
Imagens registradas no momento da prisão mostram Gladys fazendo gestos obscenos e proferindo ofensas direcionadas ao prefeito da cidade, Alexandre Martins, enquanto era conduzida à delegacia.
Como funcionaria o esquema
De acordo com o Ministério Público, a então vereadora exigia que assessores comissionados devolvessem parte ou até a totalidade dos salários recebidos. Após o pagamento feito pela Câmara Municipal, os valores eram sacados e entregues em espécie ou transferidos para a investigada.
A apuração identificou 87 depósitos em dinheiro na conta da ex-vereadora entre 2017 e 2019, que somam R$ 206.013,37.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes localizaram um celular que seria alvo da operação escondido atrás de um armário na residência da ex-parlamentar. Inicialmente, ela havia informado que o aparelho estava com um assessor.
Segundo o MPRJ, ex-assessores relataram que os repasses eram condição para permanência nos cargos. Parte dos investigados firmou Acordos de Não Persecução Penal. A investigação também aponta a nomeação de familiares para funções comissionadas no período.
Nota da prefeitura
Em nota, o prefeito Alexandre Martins afirmou que não tem qualquer relação com a investigação ou com a prisão da ex-vereadora e ressaltou que os fatos apurados são anteriores ao início de sua gestão, em 2021. Ele classificou as acusações feitas contra ele como infundadas e informou que adotará medidas judiciais cabíveis.
O caso segue em tramitação na Justiça.



