Panorama

Dólar cai para R$ 5,20, Atinge Menor valor em 20 Meses e Bolsa Supera 180 mil Pontos

Foto: Reprodução

Em um dia de forte euforia no mercado financeiro, o dólar teve queda expressiva nesta terça-feira (27) e alcançou o menor valor em 20 meses. Ao mesmo tempo, a bolsa de valores brasileira subiu quase 2%, ultrapassou pela primeira vez a marca de 180 mil pontos e voltou a bater recorde histórico.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,206, com recuo de R$ 0,074 (-1,41%). A moeda operou em queda durante toda a sessão, influenciada pelo aumento do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, e fechou próxima da mínima do dia.

Esse é o menor patamar da moeda norte-americana desde 28 de maio de 2024, quando a cotação estava em R$ 5,15. Em 2026, o dólar acumula desvalorização de 5,16% frente ao real, refletindo o maior apetite por ativos brasileiros e a melhora das expectativas em relação ao cenário econômico doméstico.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 181.919 pontos, com alta de 1,79%, renovando o recorde histórico. O desempenho positivo foi puxado principalmente por ações de bancos, empresas exportadoras e companhias ligadas ao consumo interno.

O otimismo dos investidores foi sustentado por fatores externos e internos. No cenário internacional, o mercado global observa uma migração de recursos — especialmente dos Estados Unidos — para economias emergentes. Esse movimento ocorre após recentes recuos do presidente norte-americano Donald Trump em relação a temas sensíveis, como a questão da Groenlândia e a imposição de tarifas à União Europeia, o que reduziu tensões no comércio internacional.

No cenário doméstico, a divulgação de que a prévia da inflação oficial desacelerou em janeiro reforçou a percepção de melhora no ambiente econômico. O dado aumentou o apetite por risco e favoreceu a valorização da bolsa e a queda do dólar.

Com a inflação dando sinais de arrefecimento, a maior parte do mercado ainda aposta que os juros básicos da economia só começarão a cair a partir da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, cresceu a expectativa de que o Banco Central possa antecipar esse movimento já na reunião desta quarta-feira (28).

Essa possibilidade se refletiu na queda das taxas de juros negociadas no mercado futuro, indicando uma melhora nas projeções para o custo do crédito e para a atividade econômica ao longo do ano.

Com informações da Reuters

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