Panorama

Manifestação em São Paulo pede libertação de Maduro e defesa da soberania da Venezuela

São Paulo (SP), 05/01/2026 - Ato em frente ao Consulado dos Estados Unidos contra a invasão na Venezuela. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais realizaram, na tarde desta segunda-feira (5), um ato público em frente ao Consulado dos Estados Unidos, na capital paulista, em protesto contra a ação norte-americana na Venezuela. Os manifestantes defenderam a libertação de Nicolás Maduro, a autodeterminação do país e o respeito à soberania venezuelana.

Durante a mobilização, os participantes destacaram a necessidade de soluções pacíficas para a crise e criticaram intervenções externas em países latino-americanos. Organizações presentes afirmaram que a situação representa risco à estabilidade regional e ao princípio da autodeterminação dos povos.

Representantes do movimento estudantil e de centrais sindicais classificaram a ação dos Estados Unidos como ingerência política e econômica, apontando possíveis impactos sociais tanto na Venezuela quanto em outros países da região. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também participaram do protesto e informaram manter militantes no território venezuelano, acompanhando o cenário político e social.

Repercussão internacional

No sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação de grande escala na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Horas depois, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou que o país assumiria o controle do território venezuelano até a conclusão de uma transição de poder.

Maduro compareceu a uma audiência de custódia em Nova York nesta segunda-feira (5), onde negou as acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado, afirmando não ter envolvimento com os crimes atribuídos a ele.

A ação norte-americana foi discutida em reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). China e Rússia condenaram a operação e pediram a libertação imediata de Maduro e de sua esposa. Já os Estados Unidos afirmaram que a iniciativa teve caráter jurídico, e não militar, negando qualquer ocupação do país.

Durante o encontro, o representante do Brasil na ONU alertou para os riscos à paz na América do Sul diante da escalada do conflito.

Governo interino

Após a captura de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela. Ex-vice-presidente do país, ela se tornou a primeira mulher a chefiar o Executivo venezuelano, com mandato inicial de 90 dias, renovável. A indicação foi feita pelo Supremo Tribunal do país e reconhecida pela Assembleia Nacional e pelas Forças Armadas.

Rodríguez exigiu a libertação imediata de Maduro e condenou a operação realizada pelos Estados Unidos.

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