José Boto afirma que o futebol sul-americano é limitado para a realidade do clube e defende mudança cultural no elenco

Com o encerramento da temporada, o Flamengo já começou a planejar 2026. Segundo o diretor de futebol José Boto, o clube pretende ser agressivo no mercado e ampliar o foco para além da América do Sul, buscando atletas prontos para lidar com a pressão e o tamanho do Rubro-Negro.
“Assim, claramente, o mercado sul-americano é, neste momento, pequeno para aquilo que é a realidade do Flamengo, e para aquilo que é cultura do Flamengo. Isso não quer dizer que não haja, no Brasil, no Equador, na Argentina, jogadores com muito potencial, mas no Flamengo tens de trazer jogadores prontos logo, prontos para jogar, para a pressão que é”, afirmou o dirigente.
Principal nome do futebol na diretoria rubro-negra, o português explicou que a ideia é implementar uma cultura mais próxima do modelo europeu dentro do clube. Para isso, a experiência e a bagagem internacional dos atletas são fatores considerados essenciais.
“Se você não lida bem com a pressão de um Maracanã cheio, de uma imprensa, todos os dias, agressiva, vai ter dificuldade. É óbvio que os jogadores com mais bagagem, com mais experiência, suportam isso melhor que outros. Mas além dessa ideia, há também a intenção de trazer uma cultura mais europeia para dentro do clube”, analisou Boto.
O dirigente destacou ainda a importância do chamado “treino invisível”, conceito ligado aos cuidados fora de campo, como recuperação física, alimentação e dedicação individual dos atletas.
“Quando falo em cultura europeia, falo do futebol como um todo, do treino invisível, do tempo que os jogadores se dedicam a cuidar deles próprios” completou.
Apesar de ser apenas a primeira temporada de José Boto no comando do futebol do Flamengo, o trabalho terminou de forma extremamente vitoriosa. Em 2025, o clube conquistou o Campeonato Carioca, o Campeonato Brasileiro, a Supercopa do Brasil e a Libertadores, além de alcançar a final da Copa Intercontinental.



