
O governador Cláudio Castro decretou, na sexta-feira (19), o reconhecimento dos desfiles das escolas de samba como Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro. A medida foi publicada no Diário Oficial e consolida os desfiles como símbolo da identidade cultural fluminense, além de fortalecer o Carnaval como política permanente de valorização cultural, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Com o decreto, os desfiles passam a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais protegidos pelo Estado, garantindo respaldo institucional às escolas de samba, aos profissionais envolvidos e a toda a cadeia produtiva responsável pela realização do espetáculo.
O reconhecimento como Patrimônio Cultural amplia a segurança jurídica para ações de fomento, preservação da memória e apoio continuado às escolas de samba. A iniciativa também fortalece a base legal para investimentos públicos, parcerias institucionais e políticas de valorização profissional, além de contribuir para a preservação dos saberes tradicionais do samba e consolidar o Carnaval como um ativo estratégico do Estado, tanto no campo cultural quanto econômico.
O Carnaval de 2025 contou com investimento histórico de R$ 90 milhões do Governo do Estado, o maior já realizado. O aporte resultou em aumento do fluxo turístico, fortalecimento do setor cultural e impacto direto na economia fluminense.
Durante o período da festa, o Estado do Rio de Janeiro registrou impacto econômico estimado em R$ 6,5 bilhões. O fortalecimento do Carnaval também refletiu na geração de trabalho e renda. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam que as vagas temporárias relacionadas ao evento cresceram 8,6% em 2025.
O período impulsionou ainda o empreendedorismo no estado. Entre janeiro e o início de fevereiro de 2025, foram criados mais de 2,1 mil novos empreendimentos ligados direta ou indiretamente ao Carnaval. A estimativa, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, é que a festa tenha gerado cerca de 70 mil empregos, beneficiando principalmente os setores de comércio, serviços e turismo.


