Funcionário é investigado por fornecer informações e negociar armas com liderança do tráfico na Zona Norte do Rio

Um servidor da Polícia Civil foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18), por suspeita de envolvimento com uma liderança do Terceiro Comando Puro (TCP). A ação foi realizada por equipes da Corregedoria-Geral da corporação, após indícios de que o funcionário teria fornecido informações estratégicas à facção criminosa e participado da negociação de armas e munições.
De acordo com a Polícia Civil, foi instaurada uma sindicância para apurar as condutas do servidor, que acabou afastado de suas funções enquanto as investigações seguem em andamento. O nome do investigado não foi divulgado.
A liderança do TCP citada na apuração é Wallace de Brito Trindade, conhecido como Lacoste, apontado como chefe do tráfico de drogas no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele é considerado um dos oito criminosos mais procurados do estado.
Segundo informações do Disque Denúncia, a região sob domínio da facção concentra a maior quantidade de armas e bocas de fumo do bairro. As investigações indicam que o grupo criminoso teria uma renda mensal superior a R$ 700 mil com o tráfico de drogas e armas. Ainda de acordo com os levantamentos, Lacoste seria responsável por ordenar invasões ao Morro do Cajueiro, também em Madureira, área historicamente controlada pelo Comando Vermelho.
Em novembro, Wallace de Brito Trindade esteve entre os 18 indiciados pela Polícia Federal por envolvimento com facções criminosas no Rio de Janeiro. A mesma investigação também resultou no indiciamento do ex-deputado federal Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
Lacoste é considerado foragido da Justiça desde setembro de 2007, quando deixou o sistema semiaberto do Instituto Penal Plácido Sá de Carvalho, no Complexo de Gericinó, em Bangu, e não retornou à unidade prisional. À época, ele cumpria pena de sete anos por tráfico de drogas.



