Panorama

Ex-deputado TH Jóias é transferido de Bangu 1 para presídio federal em Brasília

Mudança foi determinada por Alexandre de Moraes; político é acusado de ligação com o Comando Vermelho

TH Jóias após ser preso no Rio pela Polícia Federal
Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

O ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, foi transferido nesta terça-feira para um presídio federal em Brasília. Ele estava detido em Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e foi levado para a capital federal sob custódia da Polícia Federal, segundo informações divulgadas pelo Bom Dia Rio, da TV Globo.

A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o ex-deputado foi entregue à PF por volta das 18h, na Base Aérea do Galeão. O órgão não informou detalhes sobre o esquema de segurança utilizado no transporte.

TH Jóias foi preso em setembro, durante a Operação Zargun, da Polícia Federal, e é acusado de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas para a facção criminosa Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele teria utilizado o mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para favorecer o crime organizado.

A PF aponta que o ex-parlamentar atuava na intermediação da compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Ele também é acusado de ter indicado para um cargo parlamentar a esposa de Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como traficante e que também está preso.

Prisões de Bacellar e Macário Júdice

Também nesta terça-feira, a Polícia Federal prendeu o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que relatava o processo envolvendo TH Jóias. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Unha e Carne, que investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.

Na primeira fase da operação, foi preso o presidente afastado da Alerj, o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira.

Segundo Alexandre de Moraes, há “fortes indícios” da participação de Bacellar em uma organização criminosa. Um relatório da PF aponta que o parlamentar é suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Zargun. A investigação se baseia na análise de materiais apreendidos, incluindo trocas de mensagens entre Bacellar e TH Jóias, apresentadas como indícios do vazamento.

Na decisão, o ministro afirma que Bacellar teve conhecimento prévio da operação policial, comunicou-se com Thiego, principal alvo da ação, e o orientou sobre a retirada de objetos de interesse investigativo.

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