Assim como em 2006, Cruzmaltino elimina seu rival para chegar à decisão

O que não faltou foi emoção para torcedores de Vasco e Fluminense na noite deste domingo (14), quando Fluminense e Vasco realizaram uma verdadeira batalha para decidir o último finalista da Copa do Brasil 2025. O final foi melhor para os torcedores do Gigante da Colina, que apesar de terem perdido o jogo por 1 a 0 no Maracanã, viram Léo Jardim brilhar nas penalidades e garantir a classificação com duas defesas de pênalti.
O único gol do jogo que foi responsável para encaminhar o jogo para os pênaltis foi contra, marcado por Paulo Henrique.
Ambos os tempos foi marcado por certo equilíbrio entre os times. Diferente do primeiro jogo, onde houveram grandes emoções já no apito inicial, na partida decisiva as equipes se respeitaram mais, talvez pelo receio de sofrer um gol e complicar sua situação. Por ter vencido o primeiro jogo, o Vasco teve a oportunidade de ser mais cauteloso e forçar seu adversário a ser mais agressivo. Porém, com o passar do tempo, pode-se dizer que o Cruzmaltino criou melhores situações, pois forçou Fábio a fazer pelo menos duas grandes defesas.
Mais para a reta final da primeira etapa, Everaldo recebeu na área, finalizou e a bola bateu na trave. No rebote, Paulo Henrique foi afastar para escanteio e acabou mandando contra o próprio gol, aos 36 minutos, colocando fogo no jogo e empatando o agregado.
No segundo tempo, o equilíbrio seguiu no geral, mas o Vasco foi novamente levemente superior, criando ótimas ótimas oportunidades pontuais. Além de Fábio, que precisou fazer pelo menos mais duas defesas sensacionais, Thiago Silva e Bernal também impediram o que certamente seria um gol vascaíno, levando o jogo para os pênaltis.
PÊNALTIS
- Thiago Silva abriu as cobranças e, com muita elegância, deslocou Léo Jardim para colocar o Fluminense na frente. (1×0)
- Quem abriu as cobranças para o Vasco foi Vegetti, herói do primeiro jogo. Fábio defendeu e despontou como um grande herói tricolor do confronto. (1×0)
- John Kennedy foi iniciar as segundas cobranças. Com muitas paradinhas e titubeações, bateu à meia altura em seu canto esquerdo e Léo Jardim fez defesa de manual para explodir a torcida vascaína. (1×0)
- Rayan, grande estrela da equipe, foi devagar para a cobrança observando Fábio e só marcou porque acertou no ângulo. O goleiro do Fluminense acertou o canto e deu um lindo salto, mas era indefensável. (1×1)
- Ganso bateu à sua maneira. Finalização de chapa no canto. Léo Jardim acertou o canto, pulou rápido, mas a cobrança beirou a perfeição, na bochecha da rede. (2×1)
- Vítor Luis, que havia entrado há pouco, usou toda sua experiência para deslocar Fábio e novamente empatar o jogo. (2×2).
- Talvez a cobrança mais emocionante da disputa. Renê levou pouco menos de 10 segundos depois de autorizado para começar seus vagarosos 17 passos até chegar na bola e bater o pênalti, muito bem cobrado por sinal, deslocando Léo Jardim. (3×2)
- Phillipe Coutinho também exagerou na emoção ao finalizar com extrema força. A bola ganhou muita altura nos primeiros metros e deu impressão que sairia, mas bateu no travessão e entrou. (3×3).
- Canobbio, a maior contratação da história do Fluminense, bateu muito mal. Pressionado por ser a última cobrança, apenas recuou para Léo Jardim defender de maneira inusitada com os pés. (3×3).
- Com a faca e o queijo na mão, Puma Rodríguez deslocou Fábio e classificou o Vasco para à final da Copa do Brasil.
Por Gabriel Caetano



