Panorama

Entre afeto e escrita, Cristiana Escola leva de Rio das Ostras uma antologia que acolhe histórias reais

Foto: Divulgação

Um café quente, uma pausa e a coragem de colocar no papel aquilo que transborda do coração. Assim nasceu a antologia “Entre o café e as palavras que dançam”, organizada pela escritora e curadora literária Cristiana Escola, que mora em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A obra, publicada pela Queen Books, reúne autores de diferentes partes do país — muitos deles estreando na literatura.

A proposta já começa pelo título, que anuncia o clima acolhedor que se espalha por toda a coletânea. Professores, caminhoneiros, artesãs, estudantes, terapeutas, médicos e trabalhadores de diversas áreas dividem histórias que parecem simples, mas carregam a profundidade do cotidiano: memórias, descobertas, perdas, recomeços e pequenas emoções que, quando escritas, ganham potência.

Foto: Divulgação

Para Cristiana, que acompanhou todo o processo de criação, o livro é um espaço de afeto.

“Essa antologia é um encontro. Um abraço morno entre desconhecidos que, pela escrita, se tornaram íntimos das emoções uns dos outros”, diz a curadora.

Ela destaca que a intenção não é buscar formalidade literária, e sim verdade.

“O que nos importa é a emoção que transborda. São textos que nasceram de vidas reais, de olhares diferentes, de mundos que convivem sem se cruzar — até agora.”

A pluralidade é o coração da obra. Cada autor carrega suas experiências e sua forma única de enxergar o mundo, formando o que Cristiana define como “um mosaico de humanidade”.

Entregar o livro ao público, segundo ela, é compartilhar um gesto simples, mas carregado de significado.

“É singelo, mas tem a força das histórias que aquecem por dentro — como aquele primeiro gole de café depois de um dia difícil.”

O lançamento reforça também o compromisso da editora em abrir espaço para novos escritores e incentivar a escrita como ferramenta de encontro e expressão.

“Entre o café e as palavras que dançam” é, para Cristiana, uma celebração da palavra como ponte:

“Que este livro encontre morada em cada leitor. E que cada autor saiba: sua voz importa — e dançou lindamente nestas páginas.”

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