Raphael Claus aplicou amarelo ao goleiro do Vasco, e VAR concordou que o lance não configurou DOGSO; Tricolores pediram expulsão

A CBF divulgou o áudio do VAR da dividida entre Everaldo e Léo Jardim no primeiro tempo da semifinal da Copa do Brasil entre Vasco e Fluminense. O goleiro vascaíno furou a bola, acertou apenas o atacante fora da área e recebeu cartão amarelo, enquanto jogadores do Fluminense pediam o vermelho.
O árbitro Raphael Claus interpretou que Everaldo corria para fora da área e não em direção ao gol, o que afastaria a configuração de uma oportunidade clara e óbvia de gol. Por isso, não aplicou o cartão vermelho. A equipe do VAR revisou o lance e concordou com a avaliação de campo.
Na gravação divulgada, o assistente de vídeo Daniel Nobre Bins explicou o entendimento adotado:
“A bola já escapou e tem dois caras na cobertura. Não tinha direção também. Temos o cabeceio para fora da área, ele perde o controle e tem dois zagueiros chegando com a possibilidade de jogar. Também entendo como não DOGSO. Pela direção que a bola tomou e por ser um cabeceio com a bola quicando. Ele não conseguiria chutar essa bola de primeira porque o zagueiro chegaria antes.”
DOGSO é o termo usado na arbitragem para situações em que um jogador impede uma oportunidade clara de gol, sigla para Denial of an Obvious Goal-Scoring Opportunity.
Apesar das reclamações tricolores, a falta originou o gol que abriu o placar, marcado por Serna. O Vasco virou no segundo tempo com Rayan e Vegetti e venceu por 2 a 1 o jogo de ida da semifinal.
O confronto de volta será neste domingo, às 20h30, novamente no Maracanã. Uma vitória do Fluminense por um gol leva a decisão para os pênaltis; triunfo por dois ou mais gols coloca o time na final. Empate ou vitória do Vasco garante a vaga alvinegra.



