Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, é procurado durante ação das polícias Civil e Militar que enfrenta barricadas, resistência armada e área de difícil acesso no Complexo do Salgueiro

Uma operação das polícias Civil e Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, colocou novamente no centro das atenções Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, apontado como uma das mais antigas e influentes lideranças do Comando Vermelho.
Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, de 61 anos, comanda o tráfico de drogas do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, desde o fim dos anos 1990. Considerado uma das principais e mais antigas lideranças da facção Comando Vermelho (CV), ele é um dos principais alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira pelas polícias Civil e Militar.
Agentes foram ao local para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante o avanço das equipes, houve resistência de criminosos, o que exigiu a retirada de barricadas em chamas e até de veículos carbonizados que bloqueavam a passagem.
Rabicó tem uma extensa ficha criminal, respondendo por associação criminosa, homicídio e roubo majorado. Segundo investigações, ele é também conhecido como Coroa entre seus subordinados e tem origem na comunidade da Mineira, na Zona Norte do Rio.
O traficante foi preso em 2008, em Pernambuco, onde vivia com a família e mantinha uma empresa de reciclagem, de acordo com a polícia. Condenado a mais de 27 anos, cumpriu pena em uma unidade prisional de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, mas foi beneficiado pela Justiça e deixou a prisão em 2019.
Além de atuar na venda de drogas, Rabicó é apontado por ordenar roubos a veículos na BR-101 e por adotar práticas de extorsão típicas de milícias para ampliar seus lucros. Moradores relatam que o traficante anda sempre cercado por seguranças na comunidade e já se submeteu a procedimentos estéticos para tentar despistar autoridades.
Para a Polícia Civil, o Complexo do Salgueiro é um dos principais redutos do Comando Vermelho no estado. Investigadores apontam que a geografia da região favorece a atuação dos criminosos: trata-se de uma área extensa, próxima à BR-101, cercada pela Baía de Guanabara e com trechos de mata que funcionam como corredores de fuga e locais de esconderijo para diversos integrantes da facção.


