
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na madrugada desta quarta-feira (3), um dos pavilhões do Centro Estadual de Abastecimento do Rio (Ceasa), em Irajá, na Zona Norte da capital fluminense. Segundo o Ceasa/RJ, 28 lojas foram destruídas. O Corpo de Bombeiros informou que não há registro de feridos.
Em nota publicada no Instagram, a administração do Ceasa afirmou que os pavilhões 43, 44 e parte do 42 estão interditados. As demais áreas da central seguem funcionando. “Prejuízos ainda incalculáveis, mas enormes”, disse a direção.
O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 110 militares, de 15 unidades operacionais, além de 31 viaturas. Um drone com câmera térmica foi usado para identificar focos de calor e orientar o combate às chamas.
Segundo relatos, o fogo começou em uma loja de alimentos e se espalhou rapidamente para estabelecimentos vizinhos que vendiam plásticos, papéis, bebidas e outros materiais altamente inflamáveis.
Uma das lojistas, a Natasha Giovanni, de 41 anos, lamentou o ocorrido e revelou sua tristeza ao se deparar com toda a destruição.
“Eu, meu irmão e dois primos ficamos à frente da loja, porque nossos pais já pararam de trabalhar, então a gente está aqui, estávamos dando seguimento ao que eles começaram, mas a gente perdeu tudo. Dezembro é um mês bom, a gente trabalha bem e agora a gente não sabe nem como vamos começar, possivelmente a gente não vai conseguir continuar”, lamentou.
Jenia Martins, outra comerciante, também contou sua reação ao encontrar a situação. “Eu recebi a notícia ainda em casa, quando eu estava me preparando para vir trabalhar. E quando eu cheguei aqui, que eu vi a situação que estava, eu me emocionei, chorei bastante já, porque a gente pensa nos funcionários, nos familiares. No prejuízo também das mercadorias que estavam dentro da loja, documentação de funcionário, tudo. A gente fica bem abalado. Eu acho que a gente perdeu tudo!”, disse.

