Panorama

Suspeito baleado em tentativa de assalto que terminou em tiroteio em Botafogo morre no hospital

Alexandre Zabeu, de 28 anos, não resistiu aos ferimentos; policial militar segue em estado grave e pedestre baleado foi transferido para uma unidade particular

Tentativa de assalto aconteceu na Rua Visconde Silva, em Botafogo
Foto: Alexandre Cassiano

Um dos suspeitos de participar da tentativa de assalto que terminou em intenso tiroteio em Botafogo, na Zona Sul do Rio, morreu nesta terça-feira (25). Alexandre Zabeu Menezes de Almeida, de 28 anos, estava internado no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, mas, segundo a direção da unidade, não resistiu aos ferimentos. O pedestre baleado na ação, identificado como Leandro Rodrigues, foi transferido para um hospital particular. Seu estado de saúde não foi informado.

O confronto ocorreu por volta das 13h de segunda-feira, na esquina das ruas Visconde da Silva e Conde de Irajá, uma área movimentada, cercada por restaurantes, um posto de gasolina, um ponto de ônibus e próxima a um colégio particular. Três pessoas foram atingidas: um policial militar de folga, o pedestre alvo da tentativa de assalto e um dos suspeitos, Alexandre Zabeu. O comparsa conseguiu fugir.

Testemunhas relataram que o pedestre estava na calçada quando dois homens em uma motocicleta anunciaram o roubo. Um policial militar de folga, que pilotava outra moto, viu a cena e reagiu, dando início à troca de tiros.

O PM foi identificado como Cláudio Marques dos Santos Bercellos, lotado no 2º BPM (Botafogo). Ele foi atingido ao menos três vezes e socorrido por moradores até o Hospital Miguel Couto. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o policial permanece em estado grave.

Moradores descreveram momentos de pânico:

“Foram muitos tiros. Só vimos o que aconteceu e corremos para tentar socorrê-los”, contou uma moradora que ajudou no atendimento ao PM.

Outra testemunha, funcionária de um comércio, disse que o início do assalto passou despercebido, mas a sequência de disparos assustou a todos:

“Foi uma correria generalizada. O ponto de ônibus estava muito cheio e todos ficaram com medo de serem atingidos com uma bala perdida. Infelizmente assaltos se tornaram comuns por aqui.”

Enquanto Alexandre Zabeu foi baleado, o segundo suspeito fugiu. Segundo uma testemunha, ele teria roubado o carro de uma mulher em uma rua próxima.

A perícia recolheu ao menos 13 projéteis na via. Um deles atingiu a parede de uma padaria. Os peritos também buscaram digitais na motocicleta usada pelos criminosos. A polícia apreendeu o veículo e uma pistola calibre 9 mm.

Histórico criminal

Segundo a Polícia Militar, Alexandre Zabeu Menezes de Almeida tinha seis anotações criminais e um mandado de prisão em aberto, expedido em setembro, por roubo (artigo 157).

Ele já havia sido condenado por duas tentativas de roubo praticadas em conjunto, em 20 de dezembro de 2016, na Rua José Higino, na Tijuca. Na ação, Alexandre abriu a porta do carona de um Volkswagen Fox e tomou o celular da vítima, enquanto o comparsa abordava o motorista com ameaças.

Um policial civil que passava pelo local frustrou o assalto. O comparsa fez menção de sacar uma arma, e houve reação. Alexandre se jogou no chão ao ouvir o disparo e foi preso em flagrante, enquanto o comparsa fugiu. Ele foi condenado a dois anos e quatro meses em regime aberto.

Alexandre também foi condenado por receptação simples após ser flagrado, em 2021, com um celular roubado enquanto dirigia uma motocicleta sem habilitação. Segundo o processo, ele caiu da moto e, durante a abordagem, policiais civis verificaram pelo IMEI que o aparelho constava como roubado.

Em depoimento, os policiais afirmaram que ele não possuía habilitação e que o IMEI apresentava restrição no site da Anatel. Alexandre usava tornozeleira eletrônica no momento da abordagem.

No interrogatório, ele disse ter comprado o celular por R$ 150 de um desconhecido em uma comunidade, sem nota ou recibo. O juiz o absolveu da acusação de dirigir sem habilitação, mas o condenou a um ano e quatro meses em regime fechado, por reincidência e maus antecedentes.

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