Panorama

Japeri Dá Salto Ambiental: Segunda Fase do Projeto de Saneamento Leva Biodigestores a 400 Residências

Foto: Divulgação

Os biodigestores têm se consolidado como uma das soluções mais eficientes, sustentáveis e acessíveis para ampliar o saneamento básico em áreas rurais e periféricas. Ao utilizar micro-organismos para decompor o esgoto doméstico, esses equipamentos tratam mais de 80% dos resíduos líquidos, evitam a contaminação do solo e das águas e reduzem riscos à saúde pública. Além disso, garantem dignidade a famílias que, por décadas, viveram sem qualquer sistema adequado de tratamento de esgoto.

Com a missão de levar essa tecnologia para quem mais precisa, a Prefeitura Municipal de Japeri, por meio da Secretaria Municipal do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), deu início à segunda fase do projeto de saneamento rural, ampliando uma ação que começou em 2022 e que já havia beneficiado cerca de 150 famílias.

Segunda fase vai instalar 400 novos biodigestores em cinco localidades

Nesta etapa, aproximadamente 400 residências serão contempladas com biodigestores de 750 litros, capazes de atender de cinco a sete moradores por casa. As obras começaram no bairro Santa Amélia (Mutirão da Fé) e seguirão para Santa Amélia, Lagoa do Sapo, Cruzeiro, Pedra Lisa e Santa Inês.

A iniciativa integra o Projeto Sanear Guandu, executado pelo Consórcio Novo Guandu, com recursos do Fundri (Fundo de Recursos Hídricos do Rio Guandu), dentro do Programa de Saneamento Rural da Bacia do Rio Guandu.

Mapeamento detalhado e acompanhamento técnico

De acordo com o engenheiro florestal Matheus Augusto, o trabalho teve início após um minucioso mapeamento das áreas e identificação das moradias aptas a receber o equipamento.

“Todas as casas são cadastradas, georreferenciadas e acompanhadas em cada etapa. É uma política pública séria, construída de forma técnica e que gera impacto ambiental e social direto”, explicou.

Participação da comunidade é essencial para o projeto

A coordenadora de mobilização social, Amanda Alves, reforça que todo o processo é baseado no diálogo com os moradores.

“Realizamos sensibilização porta a porta, orientamos e entregamos material explicativo. A instalação só ocorre após a autorização formal da família. Como muitos locais têm pouco espaço, as escavações são manuais e finalizadas em cerca de um dia. Cada morador precisa entender o valor dessa tecnologia para o meio ambiente e para a própria saúde”, afirmou.

Resultado: menos poluição e mais qualidade de vida

Além de reduzir a poluição e proteger os recursos hídricos da Bacia do Rio Guandu, os biodigestores representam uma mudança histórica na qualidade de vida de centenas de famílias. A moradora Carmelita da Silva Bernardo, de 78 anos, moradora do Santa Amélia, foi uma das primeiras beneficiadas nesta fase. “Moro aqui desde 2000 e nunca tivemos solução de esgoto. Agora a gente sente dignidade e vê que o bairro está sendo cuidado”, relatou.

Política pública permanente

O projeto é fiscalizado pela Gerência do Sanear Guandu e executado pelo Consórcio Novo Guandu, representando um passo decisivo do município na consolidação de políticas públicas estruturantes. É uma ação que expressa compromisso, cuidado e responsabilidade com as famílias de Japeri e com o futuro sustentável da cidade.

“Cada biodigestor representa menos poluição, mais saúde e mais dignidade. É uma tecnologia social que transforma vidas”, finaliza Amanda.

Compartilhar :

Facebook
Twitter