Liderando o Brasileirão e finalista da Libertadores, clube já traça prioridades no mercado: goleiro, zagueiro e centroavante estão no radar para a próxima temporada.

Em plena briga pelos títulos do Brasileirão e da Libertadores, o Flamengo vive dias decisivos dentro de campo, mas também acelera o planejamento para 2026. A diretoria já mapeia posições carentes e avalia cenários distintos, que dependerão diretamente dos resultados nas competições atuais.
O Flamengo entra na reta final de 2025 disputando os dois principais troféus do calendário. Após a vitória sobre o Sport e o tropeço do Palmeiras diante do Santos, o Rubro-Negro assumiu a liderança do Brasileirão faltando cinco rodadas para o fim. A meta é manter o ambiente estável para não perder a ponta da tabela e chegar fortalecido à decisão da Libertadores, marcada para o dia 29 de novembro, em Lima, justamente contra o Palmeiras.
O desempenho nas competições influenciará diretamente o planejamento para 2026. Dois títulos podem aumentar o assédio de clubes estrangeiros sobre os jogadores e dificultar a manutenção de titulares, mas também gerarão receita extra e prestigiarão o Flamengo no mercado. Por outro lado, derrotas podem reduzir o orçamento para reforços e alterar os planos sobre possíveis vendas.
Independentemente do desfecho, a diretoria já definiu três posições consideradas prioritárias. A primeira delas é o gol. Com Matheus Cunha de saída — o jogador tem pré-contrato com o Cruzeiro — o clube busca um reserva experiente para disputar posição com Rossi. Gabriel Brazão, do Santos, chegou a ser avaliado na última janela, mas o alto custo travou as conversas.
Na defesa, apesar de contar com três zagueiros de nível de seleção — Léo Ortiz, Danilo e Léo Pereira — a necessidade de reforço voltou à pauta. Ausências recentes, como Ortiz no departamento médico e Danilo servindo à Seleção, acenderam o alerta na comissão técnica. Contra o Sport, o jovem João Victor precisou ser acionado, o que reforçou o entendimento de que a posição precisa de mais opções.
O ataque também é visto como área crítica. Pedro segue como único centroavante de ofício do elenco, e Filipe Luís precisou improvisar em diversas ocasiões ao longo da temporada. A experiência com Juninho não deu resultado, e a diretoria busca agora um jogador com características diferentes das de Pedro, mas com poder de decisão e regularidade no número de gols.
Com disputas decisivas pela frente e um planejamento já em curso, o Flamengo tenta equilibrar o foco no presente com a construção de um elenco ainda mais competitivo para 2026.



