
O Procon Carioca, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Sedecon), iniciou uma nova etapa nas ações de fiscalização de combustíveis na cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa, chamada Operação Posto Sem Roubo, tem como principal destaque o lançamento de um mapa digital de monitoramento que reunirá informações sobre todos os estabelecimentos autuados na capital.
A ferramenta inédita amplia a transparência e o acesso da população aos dados das fiscalizações, permitindo que consumidores consultem, em tempo real, os postos com irregularidades identificadas.
Outra inovação da operação é o uso do veículo “Cliente Misterioso”, desenvolvido em parceria com o Instituto Combustível Legal (ICL). O automóvel é equipado com tecnologia capaz de detectar adulterações diretamente nas bombas de combustível, de forma sigilosa e precisa, sem alertar os estabelecimentos fiscalizados. O sistema permite a análise imediata dos combustíveis, identificando fraudes em tempo real.
A ação também envolve fiscalizações conjuntas, análises laboratoriais de gasolina, etanol e diesel, compartilhamento de laudos técnicos, além de capacitação dos agentes do Procon Carioca. Estão previstas ainda atividades educativas voltadas a consumidores e revendedores, sem custo para o contribuinte.
Durante a primeira etapa da operação, realizada na Tijuca, o posto Star Gás Station foi interditado após a constatação de diversas irregularidades, entre elas bomba baixa, uso de maquininhas com CNPJ divergente e ausência de alvará de funcionamento. O estabelecimento foi multado e teve as máquinas de pagamento apreendidas.
Nos últimos três meses, sete postos de combustíveis foram interditados no Rio por apresentarem irregularidades como adulteração de produtos e fraude nas bombas. Três deles, localizados em Benfica, Praça Seca e Realengo, tiveram o alvará de funcionamento cassado devido à gravidade das infrações.
Entre os casos mais graves estão o do Zip Auto Posto, na Praça Seca, que chegou a entregar 20% menos combustível do que o registrado nas bombas; e o do Posto Bragal, em Benfica, onde as medições apontaram 25% de diferença no etanol. Em Realengo, o Posto Volantes foi flagrado com gasolina adulterada, contendo 72% de etanol, além de irregularidades fiscais e bomba baixa.
O Procon Carioca reforça que os consumidores devem exigir nota fiscal em todos os abastecimentos e desconfiar de preços muito abaixo da média. As denúncias podem ser registradas pelo site oficial do órgão, redes sociais ou pela Central 1746.



