Panorama

Fernando Diniz admite superioridade do Botafogo e assume responsabilidade por derrota do Vasco

Técnico reconheceu atuação ruim da equipe no clássico e explicou substituições no meio-campo durante o 3 a 0 no Nilton Santos

Foto: Matheus Lima/Vasco.

Após a derrota por 3 a 0 para o Botafogo, nesta quarta-feira (5), no Nilton Santos, o técnico Fernando Diniz admitiu que o adversário foi amplamente superior e que o resultado refletiu o desempenho em campo. O treinador afirmou que o Vasco marcou mal e jogou mal, assumindo total responsabilidade pela atuação abaixo da equipe.

“O placar de 3 a 0 refletiu o que foi o jogo. Tirando os minutos iniciais, em que tivemos o controle sem agredir muito, o Botafogo foi dominante. Marcamos mal e jogamos mal. Sou o grande responsável por isso. Não tivemos chance de ganhar. Eles criaram mais, marcaram melhor, fizeram mais faltas. Foi uma vitória inquestionável”, avaliou Diniz.

A derrota marcou a segunda consecutiva do Vasco no Brasileirão, após uma sequência positiva na competição. O Botafogo, sob o comando de Davide Ancelotti, controlou o confronto do início ao fim, e o placar poderia ter sido ainda mais amplo.

Durante o intervalo, Diniz substituiu Tchê Tchê por Matheus França, buscando dar mais ofensividade ao time. No entanto, a alteração não surtiu efeito, e o meio-campo vascaíno ficou ainda mais exposto.

“O sistema não mudou. O França entrou na vaga do Tchê Tchê porque eu queria que o time ganhasse uma característica mais ofensiva para tentar empatar. Ele não é jogador da posição, mas nas condições em que estávamos, achei que ele teria que entrar para a gente ter mais chances de ganhar o jogo”, explicou o treinador.

O técnico também comentou sobre a disputa no meio-campo entre Tchê Tchê, Barros e Hugo Moura, e ressaltou que o desempenho coletivo — e não apenas individual — influenciou o resultado.

“A qualquer momento eles podem jogar juntos. Não tomamos o gol só pela ausência do Hugo Moura. O time não vive só de sustentação. O jogador da posição é o Tchê Tchê. Nada impede de jogar Barros e Hugo juntos”, completou.

Diniz reconheceu que o Botafogo soube explorar o corredor central, característica do time sob comando de Ancelotti, e destacou que o Vasco teve dificuldades de compactar e reagir.

“Tomamos muita bola por dentro, tivemos que correr para trás. O time estava lento para se articular. Precisamos melhorar muito para termos chances de vencer”, afirmou.

O Vasco volta a campo no sábado (8), às 18h, em São Januário, contra o Juventude, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Diniz pediu foco redobrado e alertou para os riscos de subestimar o adversário.

“Os jogos mais difíceis são os que você acha que são fáceis. O Juventude joga a sobrevivência no campeonato. Precisamos melhorar muito para termos chances de vencer”, concluiu.

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