Panorama

Dois suspeitos presos pela PRF com arsenal e itens camuflados que seriam do Comando Vermelho

A prisão aconteceu na BR-116, em Teresópolis; material apreendido inclui arma, munições, acessórios táticos e itens com referência à facção

Arma, munições e itens camuflados foram apreendidos com homens presos pela PRF em ônibus em rodovia de Teresópolis
Foto: Reprodução

Dois homens foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma viagem em um ônibus fretado, na terça-feira (3), em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Com eles foram apreendidos uma arma, centenas de munições e acessórios camuflados, além de itens que, segundo a PRF, pertenciam ao Comando Vermelho (CV), facção que atua no Complexo do Alemão, Zona Norte da capital.

A abordagem ocorreu na BR-116, durante a Operação Atena, que reforça o policiamento nas rodovias federais do estado. Os policiais encontraram o material nas bagagens dos suspeitos enquanto fiscalizavam o coletivo, que tinha como destino o município de Guaraciaba do Norte, no Ceará.

Segundo a PRF, o ônibus havia passado por comunidades do Complexo do Alemão, na Zona Norte, Rocinha, na Zona Sul, e Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio. Os detidos afirmaram que estavam hospedados na casa de parentes no Alemão e que viajariam para Sobral (CE).

Com os suspeitos foram apreendidos um revólver calibre .357, 267 munições de calibres 9mm e 5,56mm, 12 carregadores e dois frascos de lança-perfume, além de acessórios camuflados, como coturnos, coletes, calças, camisas e balaclavas. Um dos homens possuía mandado de prisão por homicídio.

De acordo com a PRF, os presos poderiam estar fugindo para o Ceará para se refugiar no estado, e parte do material tinha inscrições com o símbolo do Comando Vermelho. O caso foi encaminhado à 110ª DP (Teresópolis), que dará continuidade às investigações.

Contexto da megaoperação no Rio

A prisão ocorre poucos dias após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, realizada no último dia 28, que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais. Segundo a Polícia Civil, 95% dos suspeitos mortos tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho, e 54% eram de outros estados.

Entre os mortos, 62 eram naturais de fora do Rio, incluindo 19 do Pará, 12 da Bahia, nove do Amazonas, nove de Goiás, quatro do Ceará, além de registros de São Paulo, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Distrito Federal.

De acordo com o relatório da Inteligência da Polícia Civil, há atualmente chefes de facções criminosas de 11 estados diferentes atuando no Rio de Janeiro, o que demonstra a nacionalização do crime organizado no estado.

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