Panorama

Polícia Civil investiga desvio de verbas em creches da Zona Oeste; vereadora é alvo de operação

Organização criminosa criava empresas fantasmas para justificar repasses da Prefeitura do Rio; casa de Gigi Castilho (Republicanos) foi alvo de busca e apreensão

Agente da Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão na casa da vereadora Gigi Castilho durante operação contra desvio de verba pública destinada a creches no Rio
Foto: Reprodução / TV Globo

A Polícia Civil realiza, nesta terça-feira (5), uma operação contra um esquema de desvio de verbas públicas destinadas a creches conveniadas na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a organização criminosa criava empresas fantasmas para emitir notas fiscais superfaturadas e justificar repasses da Prefeitura do Rio. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão está a vereadora Gigi Castilho (Republicanos).

De acordo com a Polícia Civil, o grupo montou empresas de fachada em nome de laranjas, usadas por representantes das instituições conveniadas. As empresas simulavam prestação de serviços e fornecimento de produtos que nunca eram entregues. As notas fiscais falsas eram apresentadas ao município para comprovar despesas fictícias, permitindo que os recursos públicos fossem desviados para a organização.

A operação é conduzida pela Delegacia de Defraudações (DDEF), que cumpre 29 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas. O objetivo é recolher documentos, computadores, celulares e materiais contábeis que auxiliem na análise financeira do esquema.

Um dos endereços alvo é a residência da vereadora Gigi Castilho, em Sepetiba. Conforme exibido pelo Bom Dia Rio, da TV Globo, o imóvel foi encontrado vazio, com o portão destrancado. As equipes realizam buscas no local. Ao todo, os mandados envolvem 15 empresas e 14 pessoas físicas.

As investigações apontam que uma das creches conveniadas recebeu cerca de R$ 9 milhões em seis meses. Nesse período, foram registrados 816 saques em espécie, somando R$ 1,5 milhão — movimentação considerada incompatível com o perfil de uma instituição educacional.

O inquérito busca identificar todos os beneficiários e responsáveis pelos desvios, além de possíveis servidores públicos que possam ter facilitado a execução das fraudes.

A reportagem tenta contato com a vereadora Gigi Castilho e sua defesa para comentar o caso.

Compartilhar :

Facebook
Twitter