Município foi escolhido por ter uma das melhores estruturas da rede básica de saúde

A cidade de São Gonçalo foi escolhida pelo Ministério da Saúde como uma das pioneiras na implantação do exame de DNA/HPV, considerado o método mais moderno e eficaz no rastreamento e prevenção do câncer de colo do útero.
Na última semana, a Secretaria Municipal de Saúde realizou a primeira capacitação dos médicos e enfermeiros da Clínica Lagoinha, que será a primeira unidade do município a oferecer o novo exame.
O DNA/HPV substituirá gradualmente o atual exame citopatológico (Papanicolau) em todas as unidades da Atenção Básica, e estará disponível para mulheres de 25 a 64 anos.
“O município foi selecionado por ter uma das melhores estruturas da rede básica de saúde e pelos avanços no Programa de Saúde da Mulher. Com o novo teste, poderemos diagnosticar a presença do vírus antes que ele provoque a lesão cancerígena no colo do útero. Isso representa um avanço enorme na prevenção e no cuidado com a saúde da mulher”, afirmou o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Gabriel Mello.
O procedimento de coleta é semelhante ao do exame tradicional, mas utiliza outro tipo de material. A principal diferença é que o DNA/HPV identifica o vírus do papilomavírus humano (HPV) antes que ele cause qualquer lesão nas células, enquanto o exame convencional detecta apenas alterações já instaladas.
Outro diferencial é o intervalo de realização: caso o resultado seja negativo, o exame precisa ser repetido a cada cinco anos, enquanto o citopatológico deve ser feito a cada três anos.
Se o resultado for positivo, o diagnóstico precoce possibilita tratamento imediato e acompanhamento especializado, prevenindo a progressão da doença.
“Estamos iniciando um processo de modernização e ampliação do cuidado preventivo às mulheres gonçalenses. O diagnóstico precoce salva vidas e, com o DNA/HPV, daremos um salto de qualidade na saúde pública”, destacou Daiana Raposo, coordenadora do Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da Mulher.
A capacitação dos profissionais incluiu aulas teóricas e acompanhamento prático, que seguirá até que todos estejam aptos a realizar o exame de forma independente. Nas próximas etapas, a formação será expandida para outras clínicas municipais, polos sanitários e Unidades de Saúde da Família (USFs), até que toda a rede básica de saúde adote o novo modelo preventivo.
O agendamento do exame continuará sendo feito nas próprias unidades de saúde ou por meio dos agentes comunitários.



