Missão decola nesta sexta (31), às 22h44 no horário local, com Zhang Lu, Zhang Hongzhang e Wu Fei — que, aos 32 anos, será o astronauta chinês mais jovem no espaço; programa lunar avança com Longa Marcha 10, trajes e veículo de exploração

A China afirmou nesta quinta-feira (30) que segue no caminho para realizar um pouso tripulado na Lua até 2030, ao apresentar a tripulação da próxima missão à estação espacial Tiangong. Segundo o porta-voz do Programa Espacial Tripulado, Zhang Jingbo, os desenvolvimentos do foguete Longa Marcha 10, dos trajes lunares e do veículo de exploração “progridem sem problemas”, mantendo inalterada a meta lunar.
A equipe anunciada será liderada por Zhang Lu, veterano da Shenzhou-15. Ele voará ao lado do especialista de carga Zhang Hongzhang e do engenheiro de voo Wu Fei, que fará seu primeiro voo espacial. Aos 32 anos, Wu Fei se tornará o astronauta chinês mais jovem a ir ao espaço.
A missão Shenzhou-21 está prevista para decolar nesta sexta-feira (31), às 22h44 no horário local (12h44 em Brasília), a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China. Os três integram a rotação regular de tripulações destinada a concluir e operar a estação espacial Tiangong (“Palácio Celestial”), peça central das ambições chinesas na exploração espacial. Cada equipe permanece por cerca de seis meses em órbita, realizando experimentos e manutenção.
Os taikonautas levarão quatro ratos, dois machos e duas fêmeas, para estudos sobre os efeitos da microgravidade e do confinamento, parte de um pacote de pesquisas biomédicas planejadas para o período de estadia.
Ao reafirmar o cronograma lunar, o porta-voz citou como pilares do plano o novo lançador Longa Marcha 10, os trajes para atividades extraveiculares na superfície e o veículo de exploração. O conjunto integra o esforço do país para ampliar seu protagonismo além da órbita baixa.
A China construiu a Tiangong após ser excluída da Estação Espacial Internacional por preocupações de segurança nacional dos Estados Unidos, que apontam a ligação entre o programa espacial chinês e o Exército de Libertação Popular. A estação própria permitiu ao país manter um programa tripulado contínuo, com rodízio semestral de tripulações e expansão gradual de capacidades científicas e tecnológicas.



