Vítima foi baleada dentro de casa; dois suspeitos morreram e cinco foram presos durante operação da PM

Uma mulher de 60 anos morreu após ser baleada enquanto era mantida refém dentro de casa entre a noite de domingo (26) e a madrugada desta segunda-feira (27), no Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso ocorreu durante um confronto entre criminosos do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP).
Segundo a Polícia Militar, um integrante do Comando Vermelho invadiu a casa de Marli Macedo dos Santos, na Estrada de Botafogo, para escapar de rivais do TCP. Durante a fuga, o criminoso manteve Marli e o irmão reféns. Houve troca de tiros e a mulher acabou sendo atingida.
Agentes do 41º BPM (Irajá) negociaram a rendição do suspeito, mas Marli foi baleada e levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde não resistiu aos ferimentos. O irmão dela saiu ileso. No local, os policiais apreenderam dois fuzis.
O governador Cláudio Castro (PL) lamentou o episódio e cobrou endurecimento das leis penais:
“Enquanto não tivermos uma legislação mais rígida para punir esses bandidos, a população do Rio estará na mira deles. Eles se valem das brechas na lei para andar com armamento de guerra e cometer crimes que custam vidas, como a dessa senhora feita refém.”
Moradores relataram momentos de terror e publicaram vídeos nas redes sociais mostrando homens armados circulando pelas ruas da comunidade. Segundo a plataforma Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ), os disparos começaram por volta das 22h10.
Durante a madrugada, a PM realizou outras operações no entorno. Um grupo de criminosos foi localizado em um carro sem placa na Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, na Pavuna. Houve confronto, e dois suspeitos foram baleados e levados ao Hospital Albert Schweitzer, onde morreram. Outros cinco foram presos. Foram apreendidos cinco fuzis, uma granada, munições e seis veículos roubados.
O tenente-coronel Leandro Maia, comandante do 41º BPM, afirmou que o batalhão segue com ocupação permanente na área:
“As vias estão ocupadas, e nós não saímos do local. Nosso objetivo é evitar novos conflitos e impedir roubos de veículos e cargas. A tomada de território é importante para essas facções, que vivem numa cultura de desordem instalada há anos.”
Os casos estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Insegurança constante
A região tem enfrentado uma rotina de violência e tiroteios. Na sexta-feira (24), uma operação da PM ocorreu um dia após intenso confronto que atingiu o Centro Municipal de Saúde Fazenda Botafogo, onde pacientes e funcionários precisaram se abrigar.
A UPA de Costa Barros chegou a ficar fechada por mais de 20 dias, após criminosos invadirem a unidade, sequestrarem dois pacientes e ameaçarem funcionários. Atualmente, a PM mantém ocupação permanente na área para garantir o funcionamento dos serviços públicos.



