Panorama

Mistura de ritmos e nostalgia marcam o fim de semana cultural no Rio

Programação reúne do jazz ao funk, passando pelo axé, reggae e MPB, com nomes como Thiaguinho, Durval Lelys e Lagum entre os destaques

Última edição do Jazz Proibidão reuniu mais de 2 mil pessoas — Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Rio de Janeiro será palco de uma programação musical diversificada neste fim de semana, que vai do jazz e funk ao axé, pagode, reggae e rock. A agenda cultural inclui o retorno da festa Trivela do Asa, comandada por Durval Lelys, o som experimental do Jazz Proibidão na Gamboa, e apresentações de nomes como Thiaguinho, Teto e Lagum. A cidade também recebe homenagens a ícones da música brasileira como Caetano Veloso e Tom Jobim.

A cantora Roberta Spindel abre a semana com show na Casa Horto, no Jardim Botânico, nesta quinta-feira (16), às 20h. A artista apresenta releituras de clássicos da MPB e o novo single “Me pede pra ficar”, produzido por Kassin Kamal, vencedor do Grammy. O couvert custa R$ 30, e as reservas podem ser feitas pelo site do espaço.

Na sexta-feira (17), a Zona Portuária recebe a quinta edição do Jazz Proibidão, evento que mistura jazz e funk em uma proposta ousada de improviso e ritmos populares. Criado pelo músico Josiel Konrad, o evento terá apresentações de Ster do Violino, DJ Dree Beatmaker e DJ Wagner Rasta, entre outros. A festa acontece na Rua Costa Barros, na Gamboa, das 20h30 às 5h, com ingressos a partir de R$ 30.

Ainda na sexta, o Blue Note Rio recebe dois shows especiais, às 20h e 22h30, com Paula Morelenbaum, Jaques Morelenbaum e Moreno Veloso, em homenagem à obra de Caetano Veloso. O trio interpreta canções de várias fases da carreira do cantor, acompanhado por músicos que já tocaram com ele, como Marcelo Costa e Lula Galvão.

O dia também será marcado pelo encerramento da turnê nacional do rapper Teto, no Circo Voador, na Lapa. O show faz parte da turnê “Maior Que o Tempo”, que inclui faixas como “Fim de Semana no Rio” e músicas do álbum homônimo, destaque entre as maiores estreias mundiais no Spotify. Os ingressos custam a partir de R$ 90.

No sábado (18), o clima de micareta toma conta do Riocentro com o retorno da Trivela do Asa, comandada por Durval Lelys. O evento, que marcou os anos 2000 com o grupo Asa de Águia, promete reviver o espírito das antigas festas de axé. A entrada custa a partir de R$ 225.

Para os fãs de pagode, Thiaguinho apresenta a Tardezinha em Niterói, no Caminho Niemeyer, a partir das 15h. O evento mistura boa música, vista privilegiada para a Baía de Guanabara e clima de celebração. Os ingressos variam a partir de R$ 60.

A Baixada Fluminense será tomada pela nostalgia com o Funk das Antigas, na Via Music Hall, em São João de Meriti. O evento, também no sábado, reunirá nomes como Naldo Benny, MC Cacau, DJ Tubarão e a equipe Furacão 2000, com ingressos a partir de R$ 10.

Já na Marina da Glória, o Festival Clássicos do Brasil chega ao segundo fim de semana de apresentações. No sábado (18), sobem ao palco bandas como Capital Inicial, Ira! e Humberto Gessinger, com shows baseados em álbuns históricos. No domingo (19), o festival encerra com uma noite dedicada ao reggae, reunindo Armandinho, Maneva, Edson Gomes e Ponto de Equilíbrio.

Também no sábado, o músico Rogério Guimarães apresenta o espetáculo “Grandes Compositores Brasileiros” no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema. No repertório, obras de Ary Barroso, Dorival Caymmi, Cartola, Chico Buarque e Caetano Veloso, além de composições autorais. Os ingressos custam R$ 20 no Sympla.

Na mesma noite, o festival Jardim Elétrico movimenta o Centro do Rio com bandas independentes como Onvecna, Who To Follow e Risca Faca, além do DJ JKbX. O evento acontece na Rua da Carioca, 54A, com entradas a partir de R$ 20.

Encerrando o fim de semana, a banda Lagum se apresenta no Qualistage, na Barra da Tijuca, com o show da turnê “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo”. O grupo mineiro promete uma performance intensa, com novos arranjos e os grandes sucessos da carreira.

Entre homenagens, nostalgia e experimentação, a agenda musical do Rio comprova mais uma vez a diversidade cultural da cidade — capaz de reunir, em um mesmo fim de semana, o swing do axé, a poesia do samba, o improviso do jazz e a batida do funk.

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