Panorama

CEO do Botafogo tranquiliza torcida sobre incertezas e questões judiciais: “Não vai faltar dinheiro para 2025”

Dirigente do clube, Thairo Arruda deu entrevista e detalhou a reunião realizada no Conselho Deliberativo do clube

Thairo Arruda representou o Botafogo em Conselho Técnico da Série A
Foto: CBF

O CEO do Botafogo, Thairo Arruda explicou, em entrevista, os assuntos financeiros debatidos na reunião realizada no Conselho Deliberativo do clube. Para explicar, o clube, que vive um cenário institucional de disputa judicial, deixa questionamentos sobre o futuro no âmbito das finanças. Para solucionar a questão, Thairro foi solicitado no Conselho Deliberativo nesta terça-feira (14) para esclarecer a situação financeira do time.

Em resumo, o Botafogo vive um cenário nebuloso no âmbito institucional de sua SAF devido a um conflito judicial entre seu gestor majoritário, John Textor, e sua antiga holding de clubes, a Eagle Football. Textor, que também geria a Eagle, foi expulso do grupo por conta de uma suposta má administração do Lyon (França), outro clube da holding.

A partir daí, o empresário norte-americano busca se manter no comando do Botafogo, enquanto a Eagle judicializou a questão para ter mais acesso ao clube. Analistas enxergam que a briga judicial é uma forma da holding de sufocar o clube brasileiro financeiramente, visto que não deve receber grandes aportes enquanto a questão não for solucionada.

Thairo Arruda explicou as afirmações que foram feitas referentes ao caixa do clube durante a sabatina de praticamente duas horas. De acordo com o CEO, apesar do Botafogo ter dificuldades de caixa, o cenário não é diferente de qualquer outro clube do Brasil, na visão do dirigente.

 Em relação às perguntas sobre a saúde financeira da SAF o que eu disse foi o seguinte: assim como qualquer clube do Brasil tem dificuldade de caixa. Não é novidade. Não é novidade para a gente também. E a gente sempre teve dificuldade de caixa e temos um time muitíssimo qualificado na área financeira da SAF, que sabe lidar com esse problema – afirmou Thairo.

Durante o encontro, Thairo alegou que o Botafogo pode encontrar “diversas maneiras” de encontrar receitas para fechar as contas no ano, e durante a entrevista, tranquilizou a torcida sobre as preocupações referentes à área financeira.

“Não vai faltar dinheiro para 2025. Não vai. A gente tem antecipações de Almada, John no Nottingham, Cuiabano também. Acabamos de fechar dois patrocínios, um com três anos de contrato. Não mexemos em nada do ano que vem. Ainda tem muita receita”, garantiu.

Apesar de tranquilizar, o CEO também alertou sobre a próxima temporada, onde segundo ele, o planejamento para 2026 vai depender “do apetite do investidor”, não deixando claro se a equipe deve ser agressiva ou conservadora em janelas de transferências e qual será a postura do time com relação a propostas para seus jogadores.

O caixa que a gente precisa depende do planejamento para 2026, que está sendo discutido agora. Depende do apetite do investidor. Depende de como a gente vai construir o plano do que vem que ainda está sendo discutido. É muito difícil falar qual é a dificuldade de caixa do Botafogo quando se tem essas discussões em andamento. Eu dei um número porque gosto de dar respostas precisas: “olha, algo em torno de R$ 350 milhões entre venda de atleta e dinheiro de investidor é um bom número para o ano que vem. De novo, não sou eu que decido isso.

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