Panorama

Justiça do Rio anula decisões da SAF do Botafogo de julho e mantém John Textor no comando

Decisão judicial determina cancelamento da assembleia que mudou o controle da SAF, reestabelecendo o status anterior ao conflito com a Eagle Football

Foto: Vítor Silva/Botafogo

 

A Justiça do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), anulou as reuniões de 17 de julho, que haviam alterado a composição da diretoria e do controle da SAF do Botafogo em meio ao conflito com a Eagle Football, que busca ter mais acesso ao clube. As decisões, que foram tomadas sob a presidência de Textor, foram consideradas irregulares pela 2ª Vara Empresarial da Capital. Ainda assim, o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima determinou que o empresário siga no comando do clube até que o caso seja reavaliado por um tribunal arbitral da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A decisão da Justiça atende em partes a um pedido da Eagle Football Holdings, empresa com sede na Inglaterra e que possui 90% das ações da SAF do Botafogo desde 2022. Na época, Textor era o gestor principal da Eagle.

No processo, a Eagle afirma que as reuniões de julho foram realizadas sem sua representação e em situação de conflito de interesses, a deixando lesada. As reuniões aprovaram medidas que incluíam um aumento de capital de até R$ 650 milhões e um empréstimo de 100 milhões de euros – operações, que de acordo com a sócia majoritária do clube, poderiam diminuir sua participação na empresa e transferir ativos do Botafogo para empresas ligadas a Textor.

Acredita-se que o objetivo de Textor era encontrar outro investidor para aportar o valor aprovado na reunião, e assim, diminuir a participação da Eagle, dificultando o acesso da holding que se encontra em litígio com o empresário norte-americano.

Na prática, a decisão não encerra o impasse entre Textor e Eagle, mas suspende os efeitos das manobras que foram contestadas pela Eagle. Por outro lado, Textor sai como vencedor, pois continua, por ora, como principal dirigente da SAF até que o arbitral da Fundação Getulio Vargas dê o seu veredito sobre o caso.

Por Gabriel Caetano

Compartilhar :

Facebook
Twitter