Panorama

Governo do Rio inicia análise técnica para possível venda dos naming rights do Maracanã

Negociação, desejada por Flamengo e Fluminense, pode se tornar a maior do país; contrato é estimado em até R$ 70 milhões anuais

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou, nesta semana, a análise técnica sobre a possível venda dos naming rights do Maracanã. A proposta, encabeçada por Flamengo e Fluminense, busca autorização para negociar o nome comercial do estádio — o que pode resultar na maior operação do tipo no Brasil.

A decisão foi publicada após determinação da Secretaria da Casa Civil, responsável por avaliar aspectos legais, o edital de concessão e o tombamento do estádio. Embora o documento de concessão não preveja nem proíba a comercialização do nome, o processo precisará respeitar a legislação vigente e o patrimônio histórico do local.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia se manifestado, em abril, afirmando que “é possível adquirir o direito de exploração do nome do Maracanã”. No entanto, o órgão reforçou que qualquer alteração na fachada deve ser previamente aprovada, conforme o Decreto-Lei nº 25/1937, que regula bens tombados. Mesmo com a venda, o nome oficial permaneceria sendo Estádio Jornalista Mário Filho.

Segundo informações do ge, Flamengo e Fluminense projetavam arrecadar cerca de R$ 40 milhões por ano com os naming rights. No entanto, reportagem de O Globo aponta que as estimativas mais recentes subiram para R$ 70 milhões anuais.

Dentro do Governo do Estado, há diferentes opiniões sobre o formato da negociação. Alguns defendem a venda apenas do nome de setores do estádio, enquanto outros demonstram ceticismo em relação à alteração do nome principal — posição que já foi mencionada pelo governador Cláudio Castro.

A expectativa é que a autorização para seguir com as negociações seja concedida até o fim de outubro.

Em 2024, Flamengo e Fluminense obtiveram a concessão do Maracanã por 20 anos. O consórcio que administra o estádio é formado pelos dois clubes — com 65% de participação do Flamengo e 35% do Fluminense. Embora o plano inicial não previsse a exploração comercial do nome, a dupla Fla-Flu passou a considerar o negócio neste ano como forma de ampliar a receita com o estádio.

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