Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubo, e Eduardo Paes, prefeito do Rio, participaram da solenidade

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubo, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, participam, na manhã desta terça-feira, do lançamento oficial do curso de formação da primeira turma da Divisão de Elite da Guarda Municipal-Força Municipal. Ao todo, 282 agentes da GM passarão por treinamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), numa academia da própria força.
A estrutura da academia tem 3,6 mil metros quadrados com 12 salas de aula e cinco salas de treinamento em artes marciais (dojôs), vestiários, refeitório e stand de tiro. O academia foi construída base da PRF, no Trevo das Margaridas.
A apresentação da tropa teve início com um vídeo institucional em que a prefeitura afirma que com gestão é possível superar os desafios da cidade. E cita a segurança como um novo desafio.
O modelo de gestão da Força Municipal é baseada no Compestat, adotado pela polícia de Nova York desde os anos 1990 que ajudou a reduzir os índices de criminalidade da cidade
“Estamos estabelecendo um novo modelo de formação das GMs. Trazendo a experiência da PRF e de décadas de atividades da Senasp”,
disse Lewandowski.
O ministro afirmou ainda que o papel da nova força será o patrulhamento ostensivo:
“Queremos que essa polícia não seja uma que atire primeiro e pergunte depois. Essa divisão de elite deve encontrar seu próprio caminho que não é o das demais forças. O papel é de complementação.”
Por sua vez, Eduardo Paes disse que a Força Municipal dá uma resposta sólida da prefeitura frente a angústia da população com a criminalidade na cidade. Ele, que é pré-candidato ao Palácio Guanabara, fez críticas à política de segurança do estado:
“Nos últimos anos defendi uma divisão de elite armada e bem treinada para apoiar o papel das autoridades do estado. Todos sabemos que a esfera estadual é responsável pelo enfretamento ao crime e a retomada de territórios. Nosso foco será maior em casos de crimes de rua. Não trabalhamos de forma improvisada. A nossa marca é gestão.”
Ele lembrou o projeto de implantação do BRT Seguro, que reduziu em 90% os atos de vandalismo nas estações, mais de cinco mil demolições de construções irregulares e a implantação do Civitas como iniciativas que a prefeitura já adotou em segurança pública.
“O maior desafio são das forças policiais (PM e Civil) que exigem liderança e austeridade. Essa região da cidade onde estamos são urbanizadas, mas que foram tomadas pelo crime organizado”, disse Paes, numa referência ao Complexo de Israel, cem citá-lo diretamente: “Usaram a ADPF como discurso para não agirem nessa região (Zona Norte do Rio) O monopólio da força tem que ser do estado.”



