Panorama

Bebê nasce dentro de carro de aplicativo na Ponte Rio-Niterói

Pais, que moram em São Gonçalo, demoraram a conseguir carro de aplicativo para chegar à maternidade; parto foi feito com a ajuda de dupla

Foto: Érica Martin / Agência O Dia

Victor é irmão do secretário municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, que também foi às redes comemorar o nascimento da sobrinha. “Não conseguiu esperar chegar na maternidade e nasceu na Ponte”, postou Renan ao lado do irmão, em vídeo publicado nas redes sociais.

Apesar da sua chegada ao mundo não ter sido de forma tradicional, Eve Zadoque Praia Carneiro nasceu às 4h39 saudável, pesando 3,205 Kg e medindo 50 cm.

Coincidência inusitada
Tudo aconteceu no dia do aniversário de André Avelino, motorista do Uber, que afirmou que a situação toda foi “um presente”.
“Foi um momento muito intenso. Quando a gente estava na BR, a doula me pediu para ir até São Gonçalo buscar o casal, porque eles não estavam conseguindo chamar um Uber. Assim que subimos na ponte, as dores da mãe começaram a se intensificar. Eu pensei: ‘Essa criança vai nascer dentro do carro’. Quando olhei para trás, a cabeça do bebê já estava aparecendo e, quando olhei de novo, a criança já tinha nascido. A gente nunca imagina viver um momento desses. Foi um presentão que ganhei no dia do meu aniversário.”
Como era um dia de comemoração para André, o motorista pensou em não ir trabalhar. “Só posso dizer que foi Deus, pelo fato deles não conseguirem condução porque geralmente eu não saio naquele horário, saio um pouco depois, mas como era meu aniversário na terça-feira e eu queria voltar mais cedo para casa, resolvi rodar nesse horário”.
A decisão de André, de levar o casal até o hospital, é um dos motivos da gratidão de Patrícia, que revela não ter perdido o contato com o motorista. “Ela foi um presente para todo mundo. Meu marido pegou o contato do André e agora criou uma amizade, porque criou esse vínculo. Ele foi muito solícito, sou muito grata, porque no mesmo dia em que a gente viu portas se fechando para gente, para nos socorrer, a gente viu também portas se abrindo de forma gigantesca”

Carioca ou niteroiense?

Eve nasceu na Ponte que liga Rio e Niterói, mas segundo o pai, a bebê foi registrada como carioca.

“Oficialmente registramos ela como carioca por estar no hospital que é no Rio, mas depois descobrimos que dava pra registar como ’em trânsito’, só que ia dar mais trabalho e precisar de testemunhas. Acabamos registrando como carioca, só que não sabemos se ela nasceu em Niterói ou no Rio”.
Já André, acredita que a neném seja niteroiense. “Eu vi bem, estávamos subindo no vão central, mais próximo de Niterói do que do Rio, então pra mim ela é de Niterói”, brinca.
Enquanto Patrícia brinca que Eve é quem decidirá. “Quando ela começar a falar e cismar que o salgado se chama joelho, a gente vai entender que é carioca. Se ela falar: ‘Não, é italiano’, entenderemos que ela realmente queria ter nascido em Niterói”.

Foto de Capa: Érica Martin / Agência O Dia

 

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