Panorama

Eduardo Paes anuncia plano de transformar Rua da Carioca em ponto turístico

Projeto tem como objetivo resgatar região que já referência pelo seu comércio e vida noturna

Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram neste sábado (16), onde anuncia o início das obras da reurbanização da Rua da Carioca, no Centro, em continuidade ao processo de transformação urbana do endereço na Reviver Rua da Cerveja, que seria o primeiro polo cervejeiro da cidade e novo ponto turístico de lazer e gastronomia.

Com o projeto elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, as obras terão duração de um ano e serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Elas incluem recuperação da drenagem e pavimentação, além de melhorias na acessibilidade. Mais de 7,5 mil metros quadrados de área pública serão recuperados por meio dessas ações. O valor do projeto está estimado em R$ 2,9 milhões.

O prefeito da cidade enalteceu a história da Rua da Carioca e explicou de maneira rápida sobre a ideia do poder municipal no projeto:

A gente está fazendo um esforço muito bem-sucedido de recuperação do nosso Centro. A Rua da Carioca é uma dessas ruas marcantes do Centro, guardando a arquitetura do passado. E uma das iniciativas é essa Rua da Cerveja, que vai fazer com que diversos microempreendedores, microcervejarias, cervejarias independentes, se instalem aqui. Agora, vamos iniciar as obras de requalificação do espaço público, das ruas, da calçada. Vamos tornar ainda mais agradável esse lugar. Vai ter um calçamento diferenciado, um ambiente mais agradável para o pedestre. Acho que a experiência de revitalização do Centro do Rio já está inspirando várias outras cidades do Brasil, principalmente, as capitais – disse Eduardo Paes.

Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Rua da Cerveja

O projeto, que recebeu o nome de Rua da Cerveja, busca resgatar o charme e a vocação original da Rua da Carioca, que por décadas foi referência em comércio especializado e na vida noturna carioca. A nova ambientação já vem impulsionando negócios ligados à cerveja, à gastronomia e à cultura, em harmonia com a preservação do patrimônio histórico.

Ao todo, nove cervejarias assinaram com a Prefeitura do Rio, e cinco já estão abertas. São elas: Vírus Bier (número 55), Martelo Pagão e Piedade Cervejaria (números 76-74), além de Tio Ruy e Búzios (números 17-15) que abriram sob o nome Cotovelo, numa parceria dos donos com o empresário Raphael Vidal.

– A gente precisa entender que a história desse local é o grande potencial que nós temos para trazer de novo o encanto das pessoas pelo Centro da cidade. Está tudo aqui desde sempre. A gente só precisa contar de novo o que esse lugar sempre foi – disse Raphael Vidal, sócio-proprietário da choperia Cotovelo.

– Esse polo cervejeiro aqui no Centro do Rio de Janeiro tem a importância de gerar de volta os empregos da Rua da Carioca – completou Luiz Oliveira, dono da Cervejaria Vírus Bier.

A Rua da Cerveja é parte das iniciativas do Reviver Centro, plano de recuperação urbanística, cultural, social e econômica da região central do Rio, que estimula a atração de novos moradores e já concedeu 57 licenças e gerou 5.236 unidades residenciais.

Também integra o conjunto de iniciativas para revitalização da região o Reviver Centro Cultural – com 43 estabelecimentos artístico-culturais, dos quais 37 já estão abertos, em um perímetro bem próximo à Rua da Carioca – e o Reviver Centro Patrimônio Pró-APAC, por meio do qual o município vai subsidiar a recuperação de imóveis em deteriorado estado de conservação.

Rua da Cerveja – Arte

Para impulsionar a Rua da Cerveja, a prefeitura concedeu subsídios financeiros aos empresários que vão de R$ 1.000 por metro quadrado para reformas, e de R$ 75 por metro quadrado mensais para despesas, com um teto para imóveis de até 200 metros quadrados. Os repasses mensais terão duração de 30 meses. Com essa estratégia, a expectativa é que a Rua da Cerveja movimente R$ 222 milhões em quatro anos, gere uma massa salarial de R$ 41,8 milhões e crie cerca de 500 novos empregos, diretos e indiretos.

Além de fortalecer a economia, o projeto também garante a preservação do patrimônio histórico, já que a maioria dos imóveis da Rua da Carioca é tombada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Foto de Capa: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

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